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Projeto da UFCG capacita estudantes e professores na produção de mídias educativas

Última atualização em Quinta, 05 de Dezembro de 2019, 14h48

O projeto Rádio Escola: a mídia da comunidade escolar integra o programa Mídias na Educação, fomentado pelo Programa de Bolsas de Extensão (Probex) da UFCG.

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Viabilizar o ensino através da relação entre Educação e Comunicação pode ser mais simples do que se imagina. E quando aí se inserem os ingredientes de desenvolvimento de competências informacionais aliadas à formação do senso crítico em jovens, a incorporação de novos procedimentos didáticos por professores e o estímulo ao protagonismo infanto-juvenil, a receita fica mais divertida e saborosa. Foi o que provou um projeto desenvolvido por equipe do curso de Comunicação Social com linha de formação em Educomunicação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) junto a alunos e professores da Rede Municipal de Ensino de Belém, cidade localizada no Brejo paraibano.

Durante seis meses, o projeto Rádio Escola: a mídia da comunidade escolar capacitou professores e alunos do Ensino Fundamental com oficinas teórico-práticas sobre a linguagem radiofônica, visando difundir a história e as manifestações socioculturais do município. Ao todo, 10 professores e 50 alunos, entre 9 e 16 anos, foram beneficiados pela iniciativa.

Uma equipe formada por 12 estudantes e 3 professores da UFCG ministrou as oficinas, que aconteciam semanalmente na Biblioteca Municipal Professora Maria Lira. O resultado foi a criação da Rádio Educonecta - uma série de programas sobre a cidade de Belém, produzidos e gravados pelos jovens, com declamação de poesias, além de uma campanha para estimular visitas à Biblioteca e depoimentos dos participantes sobre o projeto. A iniciativa deu tão certo que o espaço passou a fazer parte do cotidiano de estudantes e da população do município, através do efeito multiplicador dos jovens.

Ângela que o diga. A jovem participante do projeto diz que, após a iniciativa, passou a ter uma outra ideia do espaço. “O projeto me deu um novo olhar sobre a Biblioteca. Antes eu achava que era um lugar chato, mas depois eu vi que lá eu poderia me encaminhar para o meu horizonte, o meu futuro, a minha profissão”. Colega de Ângela nessa jornada, o jovem Mateus resumiu entusiasmado sua experiência: “Estou adquirindo muito conhecimento e quero levá-lo para minha vida curricular e pessoal, até porque eu quero trabalhar na Educação. E quando eu for o professor que eu quero ser, poderei usar o rádio para trazer novas ideias, atividades e assuntos dinâmicos que irão ajudar meus alunos e também minha cidade e todos que moram nela”.

Para a professora Lígia Beatriz Carvalho, coordenadora do projeto da UFCG, o entrosamento dos envolvidos levou à conclusão de que a atividade repercutiu para o desenvolvimento das competências, a elevação da autoestima dos jovens, além da utilização de novos procedimentos didáticos pelos professores. “Trabalhar com linguagens midiáticas e artísticas motiva a aprendizagem e desperta a curiosidade. Para os professores da cidade, o principal legado é metodológico: como trabalhar conteúdos cidadãos utilizando novas dinâmicas advindas da pedagogia da comunicação. Mas eles puderam igualmente perceber que usar a tecnologia da comunicação para produzir programas de rádio é bem mais simples e não oneroso do que pensavam, além de servir como processo para a aprendizagem”, relatou.

O depoimento da professora Teresa Cristina, voluntária do projeto em Belém, reforçou esse entendimento: “Posso definir o projeto como percurso de potentes encontros, onde nossos alunos e nós enquanto professores, sendo eternos aprendizes, saímos mais fortalecidos e com mais autonomia”.

No decorrer das atividades, a determinação e a desenvoltura dos jovens belenenses fez com que se estabelecesse um ambiente de aprendizagem criativo, o que surpreendeu e trouxe ganhos a todos os envolvidos. “A empolgação da equipe da Biblioteca, dos professores e dos alunos, tanto das escolas públicas de Belém quanto da UFCG, garantiu uma experiência única de troca com resultados marcantes envolvendo o pensar a cidade por uma nova perspectiva; conhecer e narrar dados sobre o município; a desinibição e o empoderamento em frente ao microfone; e o entender como é produzida a comunicação midiática. Para os graduandos da UFCG, foi uma oportunidade incomensurável de atrelar a teoria à prática, vivenciar atividades interdisciplinares, exercitar as funções do Educomunicador e produzir ciência, por meio de pesquisas e intervenções”, destacou Lígia.

O projeto Rádio Escola: a mídia da comunidade escolar integra o programa Mídias na Educação, fomentado pelo Programa de Bolsas de Extensão (Probex) da UFCG e ao qual ainda estão inseridos outros dois projetos: Produção de mídias educativas e Protagonismo infanto-juvenil por meio de mídias comunitárias impressas e digitais. Agora, a Escola Estadual Monte Carmelo, no bairro do Pedregal, será o primeiro colégio em Campina Grande a receber a iniciativa.

Os materiais produzidos pelos jovens podem ser conferidos no blog https://midiasnaeducacao ufcg.blogspot.com, alimentado pelos estudantes de Comunicação Social da UFCG.

(Ascom UFCG)

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